sábado, 20 de dezembro de 2014

o ornitorrinco

O ornitorrinco é um animal extremamente exótico que apresenta características que lembram aves e répteis. Vamos conhecer mais sobre ele e descobrir por que ele não é classificado nesses grupos?
O ornitorrinco (Ornithorhynchus anatinus) é um animal que vive exclusivamente na Austrália e apresenta características muito peculiares. Apesar de botar ovos, ter uma estrutura semelhante a um bico e patas que se assemelham a de patos, esse animal é um mamífero. Classificado como monotremado, o ornitorrinco apresenta as características típicas da classe Mammalia: a presença de pelos e de glândulas mamárias.
Vive na terra, porém pode ser visto frequentemente em rios e lagos, tentando capturar seu alimento — pequenos peixes, camarões e alguns insetos aquáticos. A estrutura que se assemelha a um bico é composta por vários sensores nervosos, que atuam ajudando o animal na hora de identificar suas presas.
Por ficar um grande tempo dentro da água, é considerado um mamífero semiaquático. Suas patas semelhantes à de patos favorecem a sua natação. Além disso, possui algumas dobras de peles que cobrem ouvidos e olhos, bem como uma estrutura que evita a entrada de água nas narinas no momento em que está dando um mergulho.
O ornitorrinco é capaz de ficar até cinco minutos submerso
O ornitorrinco é capaz de ficar até cinco minutos submerso
As fêmeas botam entre um e três ovos depois de, aproximadamente, duas semanas que ocorreu o acasalamento. Entre o sexto e décimo dia após a fêmea botar o ovo, os filhotes nascem. Diferentemente da grande maioria dos mamíferos, esse animal não possui mamas. O leite sai através de glândulas que ficam na barriga da mãe. O filhote deverá lamber o leite que sai pelos poros.
Uma característica interessante é que os machos produzem venenos, atributo pouco comum no grupo dos mamíferos. Encontrado em esporões nos membros posteriores, acredita-se que o veneno produzido pelo ornitorrinco seja um dos que mais causam dor no homem. Pesquisadores estimam que existam mais de 80 toxinas diferentes na composição do veneno, entretanto não é capaz de matar um humano.
Curiosidade: Recentemente, cientistas descreveram uma espécie de ornitorrinco extinto que media mais de um metro de comprimento. Esse animal viveu entre 5 e 15 milhões de anos atrás. Ele foi identificado a partir de um dente molar fossilizado.
O tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), também conhecido como papa-formigas, é um mamífero quadrúpede e desdentado pertencente à família Myrmecophagidae e à ordem Xenarthra. È um animal de aspecto bem diferente, solitário, pacífico e cauteloso que costuma caçar tanto durante o dia como durante a noite. Pode-se encontrar este estranho animal desde a América central (Belize) até a América do Sul (Argentina).
Tamanduá-bandeira. Foto: Malene Thyssen (Own work) [GFDL, CC-BY-SA-3.0 or CC-BY-SA-2.5 ], via Wikimedia Commons
Tamanduá-bandeira. Foto: Malene Thyssen (Own work) [GFDL, CC-BY-SA-3.0 or CC-BY-SA-2.5 ], via Wikimedia Commons
Este mamífero tem uma pelagem espessa que se torna maior na cauda. O focinho dele tem formato cilíndrico. Sua visão é fraca, mas sua capacidade de olfação é bem aguçada (cerca de 40 vezes maior que a do homem), desta forma, ele não tem problemas para localizar facilmente um formigueiro ou um cupinzeiro na hora de se alimentar. O peso de um adulto desta espécie pode pesar até 40 kg, seu comprimento pode chegar até 2m (incluindo a cauda) e sua altura pode atingir 60 cm. Eles têm uma coloração acinzentada, com faixas diagonais pretas com as bordas brancas. Este animal é dotado de fortes e longas garras dianteiras com as quais escava as resistentes paredes dos formigueiros e cupinzeiros onde, em seguida, introduz sua língua, pegajosa e longa (aproximadamente 60 cm), que é utilizada para explorar as galerias do formigueiro e levar os insetos à boca, normalmente formigas, cupins, larvas, besouros. Por dia o tamanduá-bandeira é capaz de ingerir até 30.000 insetos. As garras também são utilizadas para se defender dos predadores, situação na qual o tamanduá-bandeira abraça seu predador para cravar-lhe as longas garras. É daí que surge a expressão popular “abraço de tamanduá”.
Infelizmente o tamanduá-bandeira é mais um animal ameaçado de extinção devido ao fato do homem estar destruindo seu habitat. Os fatores que têm contribuído para isso são: a caça indiscriminada, as queimadas (e seu pêlo é extremamente inflamável) e o avanço da agropecuária no cerrado (ecossistema que, por ser bem aberto, não possui lugares onde o tamanduá-bandeira possa se esconder).
Estes animais são vistos juntos somente na época da reprodução, normalmente na primavera. A fêmea tem apenas um filhote por ano, este filhote nasce, após uma gestação de 190 dias, muito frágil com aproximadamente 1,3 kg. Ele é carregado no dorso de sua mãe e alimentado durante os primeiros 9 meses, período em que só se alimenta de leite.

o pepino-do-mar








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Fotos: Marcelo Kammers
Os indivíduos adultos desta espécie podem atingir até 60 cm de comprimento. Possuem a boca situada na região ventral, sendo circundada por cerca de 20 tentáculos em forma de escudo, com pedúnculos grossos.
É uma holotúria robusta. Indivíduos de cor laranja, amarelo, vermelho, marrom ou púrpura são comuns.
A superfície dorsal apresenta diversas projeções, marrom-escuras. Apresentam um corpo longo e achatado, com uma sola ventral bem demarcada, na qual os pés ambulacrais se encontram dispostos em três faixas longitudinais. A parede do corpo é espessa e rígida, liberando um muco viscoso quando o animal é perturbado.
A espécie apresenta hábito bentônico, ocorrendo em bancos de angiospermas marinhas e algas. Pode ser encontrada do nível da maré baixa até cerca de 65 m de profundidade.
As populações vêm apresentando redução, sendo hoje estimadas em menos de 10.000 indivíduos adultos (BRITES; HADEL; TIAGO, 2008).

a girava

Girafa



A girafa (Giraffa camelopardalis) é um mamífero ruminante de grande porte pertencente à família Giraffidae e à ordem Artiodactyla, este quadrúpede possui um pescoço bem longo (3 a 4 metros e, como todo mamífero, possui apenas 7 vértebras cervicais). Quando vemos uma girafa, temos a impressão de que ela tem as pernas frontais maiores que as traseiras, isso se deve ao fato do dorso estar todo inclinado para atrás. Seu nome se origina do idioma árabe (zarafat). Elas habitam a região central e a região sul do continente africano. Embora a girafa quase não emita sons, sabe-se que tem visão e olfato bem acurados.
Girafa. Foto: Miroslav Duchacek [GFDL or CC-BY-SA-3.0], via Wikimedia Commons
Girafa. Foto: Miroslav Duchacek [GFDL or CC-BY-SA-3.0], via Wikimedia Commons
O macho é maior e mais robusto do que a fêmea e o maior dos machos é o líder do grupo. Existe apenas uma espécie de girafa no mundo, mas os desenhos da pelagem variam de indivíduo para indivíduo. As girafas são animais gregários e, portanto, vivem em grupos. Os grupos não são muito numerosos, mas é interessante notar que sempre há um membro do grupo atento aos possíveis perigos enquanto o grupo bebe água, dorme ou se alimenta. Para beber água ou pastar a girafa tem de abrir as pernas para poder abaixar seu pescoço que, digamos, é pouco flexível.
Foto: Andrew M. Allport / Shutterstock.com
Foto: Andrew M. Allport / Shutterstock.com
Machos e fêmeas possuem dois ou quatro chifres curtos, têm uma longa língua que pode atingir até 40 cm e, graças ao tamanho do pescoço do animal, é utilizada junto com o lábio superior para colher folhas da copa das árvores, aliás, onde nascem as folhas mais macias e tenras, inacessíveis a outras espécies. As folhas das acácias são o seu alimento preferido. Fazem parte da dieta da girafa flores, frutas e ervas. Um macho desta espécie pode passar aproximadamente 20hs por dia se alimentando, com isso é capaz de ingerir cerca de 80 kg.
A girafa é o animal mais alto do mundo podendo chegar a quase 6m. Há relatos de uma girafa que viveu num zoológico do Quênia, no século passado, cuja estatura era 5,8m. O peso de uma girafa macho pode chegar a 1400 kg e, apesar disso, em situações de perigo, pode desenvolver velocidade superior aos 50 km/h. A estimativa de vida das girafas gira na faixa de 15 a 20 anos.
A maturidade sexual do macho ocorre entre 3 e 4 anos, na fêmea o período é menor, leva aproximadamente 2 a 2,5 anos. O período de gestação é de aproximadamente 450 dias e nasce somente um filhote como resultado de cada gestação. Os filhotes, crias bem fortes e desenvolvidas, são capazes de andar uma hora depois do seu nascimento, seu peso depois do parto é de mais ou menos 100kg e sua altura é de 1,5 m.

a barracuda

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Nome Popular
Barracuda, Bicuda/Great Barracuda
Nome Científico
Sphyraena barracuda
Família
Sphyraenidae
Distribuição Geográfica
Regiões Nordeste, Sudeste e Sul. É encontrado principalmente na região de Abrolhos, Ilhas Trindades e no Arquipélago de Fernando de Noronha. Também é comum em Cabo Frio-RJ.
Descrição
Peixe de escamas; corpo alongado e roliço, um pouco comprimido; boca grande e pontuda; dentes caninos e afiados. A coloração é prateada, sendo que os adultos possuem manchas pretas irregulares ao longo do corpo, especialmente perto da nadadeira caudal, o que distingue esta espécie das 20 ou mais espécies de barracudas de pequeno porte, das quais cinco são encontradas no Brasil. Sphyraena barracuda pode chegar a 3m de comprimento total e 50kg. No Brasil, exemplares com mais de 20kg têm sido capturados.
Ecologia
É encontrada em alto mar e em áreas costeiras, nas proximidades de recifes de corais, portos, naufrágios e em locais onde se concentram pequenos peixes. As barracudas jovens formam cardumes; as grandes são quase sempre solitárias. É uma espécie voraz e agressiva, ataca qualquer objeto brilhante ou em movimento, sendo, portanto, um peixe muito esportivo. A carne também é considerada de excelente qualidade.
Equipamentos
O material empregado é do tipo médio/pesado e pesado. As linhas variam de 20 a 30 lb.
Iscas
Iscas artificiais, como plugs e colheres, e iscas naturais de pequenos peixes.
Dicas
Não se deve arremessar a isca muito perto da barracuda e, durante o recolhimento, a isca deve ser trabalhada de forma irregular.

as formigas

 




 


As formigas fazem parte do grupo de insetos mais popular do mundo. Pertencentes ao Filo Artrópoda e à ordem Hymenoptera, elas são encontradas em toda parte, exceto nas regiões polares.
As formigas são insetos que vivem em sociedade. Em cada colônia de formigas há muitas rainhas que são responsáveis pela reprodução e que podem viver até 18 anos. A fecundação das formigas-rainhas ocorre durante o voo nupcial, e o macho morre logo após. Antes de colocar os ovos, as rainhas perdem suas asas.
As formigas possuem funções bem definidas dentro de sua colônia
As formigas possuem funções bem definidas dentro de sua colônia
Cada formiga possui uma função bem definida dentro da colônia: todas as tarefas são bem divididas entre todas elas. Em um formigueiro há as formigas que são responsáveis pela segurança, as que fazem os túneis do formigueiro e buscam alimentos e as responsáveis pelos cuidados com as larvas. O formigueiro é uma estrutura bem complexa, cheia de galerias e túneis subterrâneos que se estendem por vários metros.
As formigas mantêm suas colônias em formigueiros, que são construídos na terra, em troncos de árvores ou em tocos velhos
As formigas mantêm suas colônias em formigueiros, que são construídos na terra, em troncos de árvores ou em tocos velhos
Há no mundo cerca de 18 mil espécies de formigas, sendo que no Brasil existem mais ou menos 2 mil espécies desses insetos. Algumas delas vivem em constante contato com o homem e podem trazer diversos prejuízos.
Por exemplo, algumas formigas atacam plantas prejudicando o seu desenvolvimento e chegando até a matá-las. Plantações inteiras já foram perdidas por causa das formigas. As formigas são pragas domésticas e atacam vários tipos de alimentos, especialmente os doces.
No Brasil há cerca de 2 mil espécies de formigas
No Brasil há cerca de 2 mil espécies de formigas
As formigas se comunicam através de uma substância química chamada de feromônio. À medida que elas vão andando, deixam para trás um rastro dessa substância, que é percebida através das antenas. Geralmente as formigas se defendem ferroando e injetando em suas vítimas o ácido fórmico, que causa muita irritação. Esses insetos conseguem carregar um objeto com peso 100 vezes maior que o seu próprio peso.
As formigas conseguem carregar um peso até 100 vezes maior do que o seu próprio peso
As formigas conseguem carregar um peso até 100 vezes maior do que o seu próprio peso
A alimentação das formigas dependerá da sua espécie: algumas são carnívoras, outras herbívoras, mas a maioria das formigas é onívora, ou seja, elas comem de tudo, animais, vegetais e restos de alimentos humanos.

sistema urinario

Os rins são os responsáveis por filtrar o sangue e reabsorver água e outras moléculas úteis ao nosso organismo
Os rins são os responsáveis por filtrar o sangue e reabsorver água e outras moléculas úteis ao nosso organismo
O sistema urinário é o responsável por filtrar e eliminar a ureia e outras substâncias consideradas tóxicas para o nosso organismo.
Em nosso sistema urinário há um par de rins que recebe o sangue através das artérias renais. Essas artérias se ramificam em várias artérias menores, chamadas de arteríolas aferentes. Cada uma dessas arteríolas se conecta a um néfron e se ramifica, formando um novelo chamado de glomérulo renal.
O sangue chega até os rins pelas artérias renais e entra nas arteríolas do glomérulo renal em alta pressão, forçando o líquido constituído de água e pequenas moléculas como ureia, glicose, aminoácidos e sais a saírem para a cápsula renal. A cápsula renal é a estrutura em forma de taça situada na extremidade do néfron. Em seu interior encontramos o glomérulo renal. 
Esse líquido que sai do sangue é conhecido como filtrado glomerular ou urina inicial. Esse filtrado sai da cápsula renal e vai para o túbulo renal ou néfrico. O túbulo renal é uma das estruturas que compõem o néfron, e é composto por três regiões: o túbulo contorcido proximal, a alça néfrica ou túbulo reto, e o túbulo contorcido distal. É no túbulo proximal que ocorre, por meio de transporte ativo, a reabsorção de moléculas úteis ao organismo, como glicose, aminoácidos e sais.
Após o túbulo contorcido proximal, encontra-se a alça néfrica. Na alça néfrica há dois ramos, um ascendente e outro descendente. No ramo descendente, a reabsorção de água por osmose continua; e no ramo ascendente, os sais são reabsorvidos.
Depois do ramo ascendente, encontra-se a parte final do túbulo contorcido distal. As paredes desse túbulo têm permeabilidade variável com relação à água, pois se o corpo precisar de água, as paredes do túbulo se tornam mais permeáveis, saindo mais água para o sangue por osmose. Mas se o corpo não precisar reter água, as paredes ficam menos permeáveis. Nas paredes desse túbulo há células que absorvem dos capilares substâncias indesejáveis, como ácido úrico e amônia, e as lançam na urina em formação.
Ao sair do túbulo do néfron, o filtrado glomerular se transformou em urina, um líquido de cor amarelada composto por ureia e amônia, ácido úrico e sais em menores quantidades. 
Nos rins de uma pessoa são produzidos diariamente 160 L de filtrado glomerular, mas graças à reabsorção da água pelo túbulo do néfron, forma-se apenas 1,5 L de urina.
Depois de formada, a urina sai dos rins pelos ureteres. Os ureteres são tubos que conduzem a urina até a bexiga urinária. A bexiga urinária é uma bolsa com parede muscular que se localiza na pelve. É na bexiga que a urina se acumula e é lançada para fora através de um tubo chamado de uretra. Em um adulto, a bexiga tem capacidade para acumular até 300 mL de urina.

sistema nervoso

Sistema Nervoso



O sistema nervoso  é responsável pela maioria das funções de controle em um organismo, coordenando e regulando as atividades corporais. O neurônio é a unidade funcional deste sistema.

Neurônio

O neurônio é a unidade funcional do sistema nervoso. Os neurônios comunicam-se através de sinapses; por eles propagam-se os impulsos nervosos. Anatomicamente o neurônio é formado por: dendrito, corpo celular e axônio. A transmissão ocorre apenas no sentido do dendrito ao axônio.
Estrutura de um neurônio. Ilustração: Designua / Shutterstock.com [adaptado]
Estrutura de um neurônio. Ilustração: Designua / Shutterstock.com [adaptado]
O sistema nervoso é divido em Sistema Nervoso Central e Sistema Nervoso Periférico.

Sistema Nervoso Central

Principais componentes do Sistema Nervoso Central:

Medula espinhal

A medula espinhal é o centro dos arcos reflexos. Encontra-se organizada em segmentos (região cervical, lombar, sacral, caudal, raiz dorsal e ventral). É uma estrutura subordinada ao cérebro, porem pode agir independente dele.

Cérebro

O cérebro está relacionado com a maioria das funções do organismo como a recepção de informações visuais nos vertebrados, movimentos do corpo que requerem coordenação de grande número de partes do corpo. O cérebro encontra-se protegido pelas meninges: pia-máter, dura-máter e aracnóide.
O encéfalo dos mamíferos é dividido em: telencéfalo (cérebro), diencéfalo (tálamo e hipotálamo), mesencéfalo (teto), metencéfalo (ponte e cerebelo) e mielencéfalo (bulbo).

Bulbo ou medula oblonga

O bulbo tem a função relacionada com a respiração e é considerado um centro vital. Também está relacionado com os reflexos cardiovasculares e transmissão de informações sensoriais e motoras.

Cerebelo

O cerebelo é responsável pelo controle motor. A organização básica do cerebelo é praticamente a mesma em todos os vertebrados, diferindo apenas no número de células e grau de enrugamento. Pesquisas recentes sugerem que a principal função do cerebelo seja a coordenação sensorial e não só o controle motor.

Ponte

A função da ponte é transmitir as informações da medula e do bulbo até o córtex cerebral. Faz conexão com centros hierarquicamente superiores.
O córtex sensorial coordena os estímulos vindos de várias partes do sistema nervoso. O córtex motor é responsável pelas ações voluntárias e o córtex de associação está relacionado com o armazenamento da memória.

Principais divisões do Sistema Nervoso Periférico

O SNP pode ser divido em voluntário e autônomo.

Sistema Nervoso Voluntário

Está relacionado com os movimentos voluntários. Os neurônios levam a informação do SNC aos músculos esqueléticos, inervando-os diretamente. Pode haver movimentos involuntários.

Sistema Nervoso Autônomo

Está relacionado com os movimentos involuntários dos músculos como não-estriado e estriado cardíaco, sistema endócrino e respiratório.
É divido em simpático e parassimpático. Eles têm função antagônica sobre o outro. São controlados pelo SNC, principalmente pelo hipotálamo e atuam por meio da adrenalina e da acetilcolina. O mediador químico do SNA simpático é a acetilcolina e a adrenalina, enquanto do parassimpático é apenas a acetilconlina.

Arco reflexo

Os atos reflexos são reações involuntárias que envolvem impulsos nervosos, percorrendo um caminho chamado arco reflexo.
Um exemplo muito conhecido de arco reflexo é o reflexo patelar. O tendão do joelho é o órgão receptor do estímulo. Quando recebe o estímulo (ex. uma pancada) os dendritos dos neurônios ficam excitados. O impulso é transmitido aos neurônios associativos por meio de sinapses, que por sua vez transmitem o impulso aos neurônios motores.
Os neurônios associativos levam a informação ao encéfalo e os neurônios motores excitam os músculos da coxa, fazendo com que a perna se movimente.
Veja: Tecido Nervoso, Histologia do Sistema Nervoso
Componentes do sistema digestório
Componentes do sistema digestório
Os órgãos do sistema digestório propiciam a ingestão e nutrição do que ingerimos, permitindo com que seja feita a absorção de nutrientes, além da eliminação de partículas não utilizadas pelo nosso organismo, como a celulose.

Para que haja a digestão, o alimento deve passar por modificações físicas e químicas ao longo deste processo, iniciado na boca.

Boca

A maioria dos mamíferos mastiga o alimento antes desse atravessar a faringe. Tal ato permite sua diminuição, umidificação e, em alguns casos, o contato com enzimas digestivas presentes na saliva (amilase e ptialina), que são responsáveis pela transformação de glicogênio e amido em maltose. Nessa fase da digestão, a língua tem um importante papel: além de auxiliar na diminuição e diluição do alimento, permite a captura de sabores, estimulando a produção de saliva. Os sais presentes nesta última neutralizam a possível acidez do alimento.

Faringe – Esôfago

Após a mastigação, o bolo alimentar passa pela faringe e é direcionado para o esôfago. Lá, movimentos peristálticos permitem que o bolo seja direcionado ao estômago. Tal processo mecânico permite, além desta função, misturá-lo aos sucos digestivos. Algumas aves possuem nesse órgão uma região conhecida popularmente como papo, onde o alimento é armazenado e amolecido.

Estômago

No estômago, o suco gástrico – rico em ácido clorídrico, pepsina, lipase e renina – fragmenta e desnatura proteínas do bolo alimentar, atua sobre alguns lipídios, favorece a absorção de cálcio e ferro, e mata bactérias. Este órgão, delimitado pelo esfíncter da cárdia, entre ele e o esôfago; e pelo esfíncter pilórico, entre o intestino, permite que o bolo fique retido ali, sem que ocorram refluxos. Durante, aproximadamente, três horas, água e sais minerais são absorvidos nesta cavidade. O restante, agora denominado “quimo”, segue para o intestino delgado.

Intestino delgado

No intestino delgado ocorre a maior parte da digestão e absorção do que foi ingerido. Este órgão é compreendido pelo duodeno, jejuno e íleo, e o processo se inicia nessa primeira porção. Lá, com auxílio do suco intestinal, proteínas se transformam em aminoácidos, e a maltose e alguns outros dissacarídeos são digeridos, graças a enzimas como a enteroquinase, peptidase e carboidrase.

No duodeno há, também, o suco pancreático, que é lançado do pâncreas através do canal de Wirsung. Este possui bicarbonato de sódio, tripsina, quimiotripsina, lipase pancreática e amilopsina em sua constituição, que permitem com que seja neutralizada a acidez do quimo, proteínas sejam transformadas em oligopeptídios, lipídios resultem em ácidos graxos e glicerol, carboidratos sejam reduzidos a maltose e DNA e RNA sejam digeridos. A bile, produzida no fígado, quebra gorduras para que as lipases pancreáticas executem seu papel de forma mais eficiente.

A digestão se encerra na segunda e terceira porção do intestino delgado, pela ação do suco intestinal. Suas enzimas: maltase, sacarase, lactase, aminopeptidases, dipeptidases, tripeptidases, nucleosidades e nucleotidases; permitem que moléculas se reduzam a nutrientes e estes sejam absorvidos e lançados no sangue, com auxilio das vilosidades presentes no intestino. O alimento passa a ter aspecto aquoso, esbranquiçado, e é chamado, agora, de quilo.

Intestino grosso

O quilo se encaminha para o intestino grosso. Esse, dividido em apêndice, cólon e reto, absorve água e sais minerais e direciona a parte que não foi digerida do quilo para o reto, a fim de que seja eliminada pelas fezes. Bactérias da flora intestinal permitem a produção de vitaminas, como as K e B12.
Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola
 O processo de digestão dos alimentos inicia-se na boca e é finalizado no ânus.

Sistema Respiratório



A respiração é uma das características essenciais dos seres vivos. Resume-se na absorção pelo organismo de oxigênio (O2), e a eliminação do gás carbônico (CO2) resultante das oxidações celulares. No corpo humano esse processo é realizado pelo sistema respiratório. Em nosso organismo, o alimento é absorvido no intestino e conduzido pelo sangue até as células, onde é quebrado no processo de respiração celular aeróbia que consome oxigênio, forma água e gás carbônico, com liberação de energia, para que ocorra esse processo é preciso uma fonte de energia sendo a principal fonte a glicose, proveniente da digestão de carboidratos. Durante a produção de energia, também ocorre a produção de calor (homeotermos).
Órgãos do sistema respiratório
Órgãos do sistema respiratório
O oxigênio, indispensável à produção de energia no corpo, é obtido do ar atmosférico, onde também é eliminado o gás carbônico. As trocas gasosas acontecem no organismo humano em diversos níveis:
  • Entre o sangue e os tecidos do corpo: passando pelos tecidos, o sangue se torna pobre em oxigênio, que entra nas células e rico em gás carbónico, resíduo de respiração aeróbia realizada por elas;
  • Entre os pulmões e o sangue: transporte dos gases, que se inicia com a difusão do oxigênio do ar dos pulmões para o interior de vasos sanguíneos, sendo a difusão do gás carbônico na direção inversa.
Movimentos Respiratórios: chamamos de inspiração a entrada do ar nos pulmões e expiração  o movimento de saída do ar dos pulmões para o meio externo. A respiração é controlada automaticamente por um centro nervoso situado na medula espinal. Em circunstâncias normais o centro nervoso produz impulso nervoso que estimula a contração da musculatura torácica do diafragma, fazendo-nos inspirar.
O sistema respiratório humano é constituído por um par de pulmões e por vários órgãos que conduzem o ar para dentro e para fora das cavidades pulmonares. Esses órgãos são:

sistema circulatorio

Sistema circulatório

O coração e os vasos sanguíneos e o sangue formam o sistema cardiovascular ou circulatório. A circulação do sangue permite o transporte e a distribuição de nutrientes, gás oxigênio e hormônios para as células de vários órgãos. O sangue também transporta resíduos do metabolismo para que possam ser eliminados do corpo.

O coração
O coração de uma pessoa tem o tamanho aproximado de sua mão fechada, e bombeia o sangue para todo o corpo, sem parar; localiza-se no interior da cavidade torácica, entre os dois pulmões. O ápice (ponta do coração) está voltado para baixo, para a esquerda e para frente. O peso médio do coração é de aproximadamente 300 gramas, variando com o tamanho e o sexo da pessoa.
Observe o esquema do coração humano, existem quatro cavidades:
  • Átrio direito e átrio esquerdo, em sua parte superior;
  • Ventrículo direito e ventrículo esquerdo, em sua parte inferior.
O sangue que entra no átrio direito passa para o ventrículo direito e o sangue que entra no átrio esquerdo passa para o ventrículo esquerdo. Um átrio não se comunica com o outro átrio, assim como um ventrículo não se comunica com o outro ventrículo. O sangue passa do átrio direito para o ventrículo direito através da valva atrioventricular direita; e passa do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo através da valva atrioventricular esquerda.


O coração humano um órgão cavitário (que apresenta cavidade), basicamente constituído por três camadas:
  • Pericárdio – é a membrana que reveste externamente o coração, como um saco. Esta membrana propicia uma superfície lisa e escorregadia ao coração, facilitando seu movimento ininterrupto;
  • Endocárdio – é uma membrana que reveste a superfície interna das cavidades do coração;
  • Miocárdio – é o músculo responsável pelas contrações vigorosas e involuntárias do coração; situa-se entre o pericárdio e o endocárdio.
Quando, por algum motivo, as artérias coronárias – ramificações da aorta – não conseguem irrigar corretamente o miocárdio, pode ocorrer a morte (necrose) de células musculares, o que caracteriza o infarto do miocárdio.
Existem três tipos básicos de vasos sanguíneos em nosso corpo: artérias, veias e capilares.
 
Artérias
As artérias são vasos de paredes relativamente espessa e muscular, que transporta sangue do coração para os diversos tecidos do corpo. A maioria das artérias transporta sangue oxigenado (rico em gás oxigênio), mas as artérias pulmonares transportam sangue não oxigenado (pobre em gás oxigênio) do coração até os pulmões. A aorta é a artéria mais calibrosa (de maior diâmetro) do corpo humano.

sistema locomotor

Músculos do corpo humano
Músculos do corpo humano
Os músculos estão envolvidos em todo e qualquer tipo de movimento que o organismo pode realizar. Metade do peso corporal provém deles. São órgãos que podem ser de três tipos: liso, estriado cardíaco e estriado esquelético.
O músculo liso é encontrado na parede de órgãos ocos, e apresenta contração involuntária. É o único tipo de músculo presente nos animais invertebrados.
O músculo estriado cardíaco constitui o miocárdio (músculo do coração) e apresenta contração involuntária.
O músculo estriado esquelético constitui a maior parte do nosso organismo. Os músculos dessa categoria são responsáveis pelas contrações e movimentos voluntários do corpo. Podem ter seu volume e tamanho aumentados com exercícios físicos. Esses músculos ligam-se aos ossos por meio de tendões. Quando um músculo se movimenta, ele se contrai e puxa o osso ao qual está ligado, mas para que ocorra o movimento, o outro músculo também precisa se contrair para o lado contrário.
SISTEMA ESQUELÉTICO
Esqueleto humano
O sistema esquelético é formado por um conjunto de ossos que podem ser de vários tipos (longos, chatos, curtos e irregulares). Além da sustentação do corpo, os ossos também produzem células do sangue e servem como reserva de cálcio. Ligados aos músculos por meio de tendões, realizam movimentos responsáveis pela locomoção.
Na união dos ossos existem cartilagens, que são responsáveis por não deixarem que ocorra atrito e eventual desgaste ósseo.
Do esqueleto fazem parte também os ligamentos. Eles são encontrados nas articulações e se prendem firmemente nos tecidos ósseos.  Às vezes pode ocorrer ruptura desses ligamentos, em casos mais graves a intervenção cirúrgica pode ser necessária.
Por Paula Louredo
Graduada em Biologia

as plantas

As plantas, também chamadas de vegetais, são seres vivos, já que nascem, crescem e morrem. Além disso, possuem capacidade de reprodução, ou seja: de dar origem a novas plantas.
Vegetais podem ser encontrados no solo (terrestres), na água (aquáticos), ou presos nos galhos de outras plantas ou em cercas (aéreos). Quanto ao tipo de clima, podem ser encontrados desde em desertos até em regiões do planeta ricas em gelo.


Esses seres vivos apresentam muitas variações. Podemos encontrar plantas pequenas e outras gigantescas, como algumas árvores da Amazônia. Além disso, há espécies que vivem muito pouco tempo; e outras, centenas de anos.

Algumas plantas nascem naturalmente, pois suas sementes são levadas para outros lugares pelo vento, pela água das chuvas, ou mesmo junto com alguns animais. Outras plantas nascem porque o ser humano planta, seja em jardins, hortas ou em grandes áreas. Nesses casos, falamos que elas são cultivadas.

Algumas partes das plantas são:


Folhas: responsáveis pela transpiração, respiração e alimentação das plantas.

Flores: responsáveis pela formação do fruto e da semente.

Frutos:
responsáveis pela proteção da semente.


Sementes:
responsáveis pelo nascimento de novas plantas.

Caule: responsável pela sustentação da planta e por levar água e sais minerais da raiz para as outras partes dela.

Raiz: responsável pela retirada de água e sais minerais do solo para a planta, e pela sustentação dela.

* Mas vale lembrar que nem todas as plantas possuem todas essas estruturas.

Plantas inteiras, ou somente partes delas, são usadas na alimentação. Veja alguns exemplos:


- Folhas: alface, agrião e espinafre.
- Flores: couve-flor, alcachofra e brócolis.
- Frutos: goiaba, azeitona e abacate.
- Sementes: arroz, milho e feijão.
- Caule: batata-inglesa, cebola e cana-de-açúcar.
- Raiz: mandioca, beterraba e cenoura.

Partes de plantas também são usadas por nós para outras coisas, como construção de objetos com a madeira (retirada do tronco das árvores) e a fabricação de papel e de remédios. Além disso, plantas inteiras ou suas flores são usadas para embelezar jardins, canteiros e praças.


As plantas são capazes de produzir seu próprio alimento, por meio de um processo chamado fotossíntese. Para a fotossíntese ocorrer, é necessária a luz do sol, água e gás carbônico (CO2). Ao final, a planta libera oxigênio (O2), muito importante para a respiração de muitos seres vivos, como os seres humanos e outros animais.
Por Mariana Araguaia
Bióloga, especialista em Educação Ambiental
Equipe Escola Kids